Onde estou eu?
Estou noutro planeta qualquer, não me procurem
Não levei nada que não fosse meu
Não me chamem cobarde, não me julguem.
Tenho as minhas razões próprias para fugir
Mas não me peçam explicações
Apenas a minha imagem não quero denegrir
Através de inúteis confusões.
Não sei se passa pela minha incapacidade de viver na vossa companhia
Ou se passa pela minha falta de resistência
Vejo em mim uma sensação que desconhecia,
A chamada falta de inocência
A permanência no tempo já não me preocupa
Não me rendo aos que valorizam o ópio
Nem ao perto me interessa ter lupa
Nem ao longe ter telescópio.
Nem mesmo o sarcasmo se apercebe quando eu o uso. Quando ele se apercebe que o poderei ter utilizado, liga-me a meio da noite. Consciência. Eu.
goodbye
I love you, wont you tell me your name
is there anybody in there
is it me you're looking for?
BABE BABE BABE BABE
“Happiness is only real when shared.” - Chris McCandless
“Acaso No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos…
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?(…)” - Álvaro de Campos